Além Fronteiras

O veneno de Tian’anmen

Há uns anos estava a ver um documentário sobre a China, num dos seminários do mestrado (precisamente de Estudos Orientais – China) e um dos repórteres perguntava a muitos chineses que passavam pela praça Tian’anmen se sabiam o que lá se passara a 4 de junho de 1989. As respostas …

Vídeos assassinos

Julgo que fomos todos (isto é, a gente de bem, grupo que de de facto não inclui ‘todos’) atacados com murros no estômago com a notícia da espanhola, uma mulher jovem, que se suicidou depois de um vídeo de teor sexual, com um homem com quem em tempo se havia …

Os Windsors e o novo bébé real britânico

Se considerarmos unicamente as implicações para a sucessão ao trono britânico, a chegada do primeiro filho dos Duques de Sussex (também conhecidos como Harry e Meghan) não foi certamente o mais importante dos nascimentos monárquicos. O bébé Archie (um nome menos aristocrático que Meghan certamente foi buscar, com uma ponta …

As lições das eleições espanholas

O mais surpreendente e provavelmente o mais importante nos resultados das eleições legislativas espanholas da semana passada foi o que não aconteceu. Ao contrário de muitas previsões não houve um crescimento exponencial do populismo ou dos extremos, quer da direita, quer da esquerda ou sequer das regiões (nesta caso a …

Myanmar, a tatuagem invísivel e a tanakha

Qual o único país onde se come chá? Em que país pode visitar o maior livro do mundo ou conhecer um templo que alberga mais de 500 mil budas? Qual o país onde se guia pela direita, com volantes à direita? Qual o país com um lago de postal onde …

Não, Notre Dame não era do clubismo cristão

Não, Notre Dame não era do clubismo cristão

Tenho uma declaração de interesses a fazer: gosto muito de catedrais góticas. Porventura é o meu estilo arquitetónico preferido para edifícios religiosos. Sim, há barrocos fenomenais (sobretudo o italiano – quem não amar a veneziana Catedral de São Marcos é um ovo podre), mas nada compara à elegância de uma …

Apagar as mulheres (parte 2) nas artes

Vamos lá continuar a senda de refletir como as mulheres têm sido apagadas da existência no espaço e no imaginário públicos quando o que fazem sai fora da reserva doméstica para onde séculos e milénios nos relegaram. No quotidiano do trabalho (onde os nossos inputs só valem depois de validados …