Liberdade de escolha – a melhor amiga das mulheres | Maria Luísa Aldim

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Maria Luísa Aldim. Imagem de Isabel Santiago

O CDS e por que razão para ti o CDS é um partido que defende a causa das mulheres?

A política desde muito cedo que suscitou o meu interesse e depois de uma primeira análise dos principais partidos políticos e influenciada pelas intervenções efusivas de Paulo Portas, tomei a decisão de me filiar no CDS-PP. Não conhecia ninguém no partido, nem tão pouco estava a par da vida interna de um partido, a não ser da perspectiva, muitas vezes errada, do que é transmitido pela comunicação social. Mas a noção da importância e responsabilidade da participação cívica e política, foi o suficiente para que dias depois de ter feito 18 anos, me dirigisse ao Largo do Caldas para me filiar.  Recordo-me que fui recebida pelo, na altura, Secretário da concelhia, Diogo Moura, hoje Presidente da Concelhia e líder da bancada na Assembleia Municipal, órgãos que orgulhosamente faço hoje parte. Naturalmente que, tendo em conta a minha idade, trilhei também um percurso paralelo na juventude partidária do partido – JP (Juventude Popular) – à época liderada pelo João Almeida. E foi assim que iniciei o meu percurso pela política.

Rapidamente me apercebi que viver a política de forma activa e participativa era um universo totalmente diferente, onde a contribuição cívica é eficaz, onde podemos partilhar as ideias com a sociedade e especialmente com um conjunto de pessoas que pensam de forma diversa, questionam e debatem livremente as suas ideias, evoluindo o pensamento crítico da gestão do país. E se até ser mãe a conjugação da vida familiar, profissional e política não eram sequer um tema, por ser gerível, a verdade é que a composição do ramalhete muda quando nascem os rebentos e as escolhas e definição de prioridades nas diversas responsabilidades têm que ser feitas.

E estas decisões, muitas vezes sofrem de pressão da sociedade, que de forma inconsciente, por motivos históricos e sociais, prejudica na sua maioria a mulher.

Acompanho com frequência os debates organizados por Associações e entidades que defendem e promovem a mulher e na maior parte destes forums, os temas que mais se debatem são a reconciliação do trabalho com a família, a progressão de carreira, o empreendedorismo, o combate às desigualdades salariais e às tentativas de assédio sexual no trabalho, e na grande maioria dos casos, as soluções sugeridas são infinitas sessões de formação adicional e empoderamento, como se fosse essa a raiz do problema.

Mas o curioso é que algumas destas desigualdades na realidade também acontecem no mundo masculino. Faz-me pensar sobre “A causa das mulheres”. Mas afinal no meio de tanta coisa, o que há para fazer, qual é a causa? Temos todas que querer o mesmo? Ou simplesmente queremos liberdade de escolha para cada indivíduo, quer se seja homem ou mulher, possa verdadeiramente decidir o que deseja para si?

Liderado por Assunção Cristas, o CDS apresenta um programa de governo que deixa os cidadãos, homens e mulheres fazerem as suas escolhas e tomarem as rédeas das suas vidas. E este factor que parece tão simples e adquirido, na realidade ainda não é.

As evidências das diferenças salariais demonstram que é essencial reforçar os mecanismos de fiscalização e penalização das ilegalidades em matéria laboral, nomeadamente nas contratações fraudulentas e nas situações discriminatórias e injustas.

É ainda uma realidade que a relação família vs trabalho é vista como sendo responsabilidade da mulher. Na realidade não é. E porque muitas vezes os homens são olhados de lado nas empresas quando querem ou precisam de cuidar de um familiar ou simplesmente gozar a licença de paternidade o máximo de tempo possível?

Para o CDS cabe às famílias o poder de decisão e não ao Estado. Vemos até nas relações laborais oportunidades inter-geracionais – por exemplo, a participação dos avós na questão das licenças de parentalidade – consagrando princípios de efetiva igualdade. Enfatizamos o combate à discriminação salarial das mulheres e a promoção da conciliação entre vida profissional e vida familiar. Para o CDS é igualmente relevante implementar medidas e respectiva regulação, mais flexível para permitir que as pessoas possam trabalhar à distância, podendo manter a produtividade e conciliar a vida profissional com a vida familiar. Garantir que os portugueses tenham a possibilidade de trabalhar para viver e não viver para trabalhar.

Muitas das causas das mulheres são direitos humanos, que têm reflexo em toda a sociedade na forma como diariamente vivemos as nossas vidas. Muda para as mulheres e muda para os homens. E isso não significa retirar direitos a uns para dar aos outros, simplesmente acrescenta, complementa e inova. Existem inúmeros estudos que demostram que mulheres mais empoderadas e instituições com estruturas mais diversas, são geradoras de riqueza para as suas organizações, e acredito que a primeira e principal instituição de um indivíduo, deve ser a família. No Programa do CDS, o envolvimento da família é referida em diversos sectores, desde a saúde, à educação, à parentalidade, ao trabalho, centrando sempre as medidas em permitir que a pessoa possa fazer as suas escolhas, tendo oferta e liberdade para o fazer.

E afinal que leitura faço sobre a grande diferença que o CDS aporta ao panorama político nacional? Liberdade! Nós só queremos liberdade para escolher e acredito, é o melhor que as mulheres podem desejar. Liberdade para ser, para ambicionar, para decidir e para sonhar. Cabe a cada um tomar as suas decisões e não ao Estado.

 

Maria Luísa Aldim é fundadora da consultora Vírgula Decisiva, deputada municipal de Lisboa pelo CDS, licenciada em Ciência Política e mãe de três.

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