Conversas Capitais 1.0

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Fotografia de Isabel Santiago

Um dos objetivos de sempre deste projeto da Capital Magazine foi por pessoas a falarem, a debaterem temas relacionados com os direitos das mulheres, de uma forma informada e com gente bem intencionada. (Que com os mal intencionados não vale a pena discutir: a argumentação é interminável e cada vez mais absurda à medida que desmontamos argumentos.) Uma forma privilegiada de o fazermos é, claro, os textos que escrevemos aqui na plataforma. Outra é a divulgação de notícias ou textos de opinião que consideramos relevantes na página do facebook – e nunca nos deixámos levar pelo umbiguismo de fingir que o resto dos media (tradicional ou as redes sociais) não existem para além da Capital Mag. Aqui como em todos os setores, quanto mais leitores o global tiver, maior a apetência por ler textos bons e bens escritos, e mais leitores terá cada um dos outlets de produção de conteúdos de media. Ganhamos todos em mostrar o que os outros publicam de bom e nunca deixamos de partilhar opiniões ou notícias de outros lados que consideramos de interesse para os nossos seguidores.

E na quarta feira da semana passada inaugurámos mais uma forma de congregar pessoas e de po-las a tagarelar (no melhor dos sentidos). Organizámos um jantar/tertúlia, convidámos três mulheres incontornáveis na política portuguesa – Leonor Beleza, ex ministra da saúde e atualmente presidente da Fundação Champalimaud, Ana Rita Bessa e Margarida Balseiro Lopes, deputadas à Assembleia da República -, divulgámos o evento no facebook e no dia 3 de julho, num restaurante com uma soberba vista sobre Lisboa, houve um encontro bonito de pessoas diferentes.

Umas vinham da política – mais uma deputada, uma candidata cabeça de lista nas próximas legislativas, várias da política autárquica, uma ex candidata ao Parlamento Europeu. Outras da academia. Umas tantas autoras regulares de colunas na comunicação social ou ligadas aos media. Das artes. Das empresas. Uma influencer do instagram. Bastantes ativistas feministas – não podiam faltar, claro. Outras ainda nossas amigas virtuais do facebook, que partilham connosco o interesse por estas temáticas – e que vimos pessoalmente pela primeira vez neste jantar. Algumas acumulam várias das categorias.

Chamámos a este formato Conversas Capitais – porque, lá está, ter conversas sobre temas ligados ao feminismo, aos direitos das mulheres, à participação e à visibilidade das mulheres é de importância capital; e os contributos que damos, esforçamo-nos, são também capitais para a divulgação dos assuntos e a sua solução.

As mesas foram divertidas, a informalidade permitiu uma conversa fluente e despretensiosa – e útil. As nossas convidadas deram os seus pontos de vista diferentes, o que é bom. As participantes lançaram mais achas para a fogueira (onde, esperemos, se consumirá o machismo). Do encontro da diversidade de opiniões, da variedade de perspetivas e experiências, da multiplicidade de pontos de vista e de pesquisa e conhecimentos – vem a luz, esperamos! Em calhando existir boa vontade, seriedade e informação, a discussão – com palavras claras, explícitas, que impliquem cada um nas conclusões, que timidezes e palavras titubeantes não valem nada – é boa e ajuda ao desenho de propostas.

Haverá mais edições destas conversas capitais, com outros temas e outras convidadas (e convidados, que nós incluímos o sexo masculino com gosto). Com os pormenores afinados, que aprende-se sempre com as primeiras experiências.

Podem ver a reportagem fotográfica desta edição das Conversas Capitais na nossa página de facebook.

 

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