Mingalabar não é um simples “olá” em Myanmar, a ex-Birmânia. Significa “que tenhas sorte e prosperidade”, um cumprimento auspicioso que nos arrebata pelo seu significado e musicalidade. Myanmar, ou o país do Shwe, ou dourado, a Budolândia, como tão bem descreve o viajante e exímio contador de histórias, Jorge Vassallo @fui dar uma volta, que de forma sublime foi o timoneiro, meu e de outros sete companheiros, de caminhos menos, pouco, percorridos naquele país do sudeste asiático. A fotoreportagem não é de todo justa com a beleza, a gentileza e a surpresa de quase todo o Myanmar*, e as suas gentes, a crónica está no forno a lenha e sairá nos dias vindOUROs.





*A crise dos Rohyngia, circunscrita a uma zona limitada do estado de Rakhine – onde também estive a uma grande distância de segurança – é uma mancha muito triste, perpetuada por fundamentalistas, monges e militares, num país que testemunhei ser, na maior parte do território visitado, multicultural, multirreligioso e tolerante com a diferença e a diversidade. Myanmar é tanto mais do que esta calamidade.
