Mingalabar, Myanmar

Mingalabar não é um simples “olá” em Myanmar, a ex-Birmânia. Significa “que tenhas sorte e prosperidade”, um cumprimento auspicioso que nos arrebata pelo seu significado e musicalidade. Myanmar, ou o país do Shwe, ou dourado, a Budolândia, como tão bem descreve o viajante e exímio contador de histórias, Jorge Vassallo @fui dar uma volta, que de forma sublime foi o timoneiro, meu e de outros sete companheiros, de caminhos menos, pouco, percorridos naquele país do sudeste asiático. A fotoreportagem não é de todo justa com a beleza, a gentileza e a surpresa de quase todo o Myanmar*, e as suas gentes, a crónica está no forno a lenha e sairá nos dias vindOUROs.

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Lago, hortas, montanhas, diversidade que arregala a vista e conquista o coração. Fotografia de Mariana Beleza Tavares.
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Biciclando, em Ngapali Beach. Fotografia de Carlos Martins.
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Imagens de Catarina Barata.
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Estender a roupa em Yangon. Fotografia de Catarina Barata.
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Marcado feliz, em Yangon. Fotografia de Catarina Barata.

*A crise dos Rohyngia, circunscrita a uma zona limitada do estado de Rakhine – onde também estive a uma grande distância de segurança – é uma mancha muito triste, perpetuada por fundamentalistas, monges e militares, num país que testemunhei ser, na maior parte do território visitado, multicultural, multirreligioso e tolerante com a diferença e a diversidade. Myanmar é tanto mais do que esta calamidade.