Se ler é um pilar das nossas vidas, estar atento ao que de melhor se faz e se agita no mundo literário é absolutamente mandatório. Tendo como motor o problema que atravessam as livrarias de rua, vai acontecer o Abecedário Festival da Palavra, já a partir da próxima sexta-feira, em Lisboa. Neste caso a palavra escolhida é Fronteira.

Falámos com Carlos Moura-Carvalho – curador do festival – e descobrimos que “a ideia surgiu do conhecimento que tenho da situação das livrarias independentes e das pequenas livrarias. São muitas as razões e poucas têm sido as soluções. Considerei que devia fazer qualquer coisa. Em dois meses surgiu o festival.”

O projeto tem como base a Cabine de Leitura. “A Cabine de Leitura é um projeto cívico que criei em 2014, na Praça de Londres [Lisboa] e consiste numa micro biblioteca instalada numa antiga cabine telefónica datada de 1910, e que hoje tem mais vinte irmãs por todo o país. Assenta na confiança e na partilha. E é mantida por voluntários que todas as semanas dão uns minutos do seu tempo em prol da leitura” avança Carlos Moura-Carvalho. O festival Abecedário conta ainda com a colaboração das Livrarias Barata, Tigre de Papel e Leituria. E com o apoio da Direção-Geral do Livro , dos arquivos e bibliotecas da Câmara Municipal de Lisboa e de algumas juntas de freguesia da capital.

Oradores e participantes de prestígio são muitos: no painel de abertura estará a escritora Lídia Jorge conversando com José Manuel Pereira de Almeida. Ao longo dos quatro dias de festival teremos Isabel Alçada, Rodrigo Guedes de Carvalho, e a nossa Maria João Marques cá da casa Capital Magazine.

O tema das fronteiras, sempre atual, surgiu porque “apesar de vivermos num mundo cada vez mais global, existem muitas fronteiras que não conseguimos derrubar e até construímos muros para dificultar e alegadamente para nos proteger. Vários painéis do festival procuram refletir sobre isso e sobre a necessidade de termos consciência da força das palavras, dos livros e da cultura no reforço dos direitos humanos, da liberdade e do desenvolvimento da sociedade contemporânea” diz Carlos Moura-Carvalho. De entre os painéis do festival, que dura até dia onze de Março, destacamos ‘Tudo Tem Um Preço?’ no sábado às 15h na Livraria Tigre de Papel, ‘Amor Sem Fim.’ na Leituria pelas 11h de domingo e ainda no sábado pelas 16h fica um ponto alto do festival Abecedário, Elisabete Caramelo irá dizer Sophia de Mello Breyner e Jorge de Sena com Pedro Freitas, o Poeta da Cidade.

 

Pode saber mais sobre o Festival A Palavra aqui.

festival a palavra

 

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