Anantara: boas razões para ir ao Algarve no Inverno

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A sazonalidade do Algarve é um problema que aquele destino turístico tenta vencer a todos os anos. O Anantara Vilamoura Algarve Resort tem algumas cartas na manga para aumentar a ocupação no Inverno. Qualquer dia ir passar um fim-de-semana sul vai ser tão normal faça chuva ou faça vento.

O que fazer no Algarve no Inverno? Que tal comer? Que tal ir às compras com um chef e conhecer os produtores locais? E se puder conhecer um restaurante do Canadá dentro de portas? Estas são algumas das propostas do Anantara Vilamoura Algarve Resort, na tentativa de transformar o destino mais a sul de Portugal num território sem sazonalidade.

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O chef Bruno Viegas dirige o restaurante EMO, um lugar que merece várias visitas num roteiro de Inverno no Algarve

Razões para ir ao Algarve não faltam e à mesa do jantar que decorreu a 6 de outubro, quase que se desenhou um roteiro possível de grandes restaurantes e boas garrafeiras para visitar. Da mesa onde estamos, na varanda do restaurante Emo, só não se veem alguns dos locais falados porque é de noite. Estamos ali reunidos para apreciar a cozinha do Ferreira Café que tomou as rédeas do restaurante EMO, por duas noites.

O Ferreira Café é, talvez, o restaurante de cozinha portuguesa no Canadá mais reconhecido. O proprietário Carlos Ferreira está estabelecido em Montreal desde os 19 anos e no restaurante que abriu em 1996 apresenta a gastronomia portuguesa, que aprendeu na casa de família em Estarreja. Foi esta gastronomia embaixadora da cultura portuguesa que Carlos Ferreira e o chef João Dias vieram apresentar nestes dois jantares no Anantara Vilamoura Algarve Resort, em combinação com os vinhos da Herdade da Malhadinha, parceiros de anos do restaurante do Québec. Este foi o primeiro take-over cozinha do Emo mas a direção de marketing diz que outros se seguirão.

Em todo o caso, as ofertas gastronómicas não se ficam por aqui. O Anantara Vilamoura marca pontos pela diversidade dos seus restaurantes: a alta cozinha do Emo, liderada pelo chef Bruno Viegas, o restaurante Victoria que tem um belíssimo serviço de buffet com uma cataplana de fazer inveja a muito restaurante tradicional, e o Ria com o seu peixe grelhado ótimo para almoços de domingo junto à piscina, fazem um trio que é obrigatório experimentar.

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Peixe e marisco frescos estão garantidos seja a que hora for no Anantara Vilamoura Algarve Resort

Se houver muita vontade de sair do resort para ter uma experiência ainda mais local, o Anantara proporciona uma saída com o chef Bruno Viegas aos mercados e produtores locais. A visita guiada contempla não só a visita como a explicação das origens e utilizações dos produtos que crescem em torno do resort.

Para lá da comida

No que toca ao alojamento, o mármore faz toda a diferença. Essa é provavelmente a primeira impressão que marca a estada no Anantara Vilamoura Algarve Resort, ex-Tivoli Victoria. O projeto arquitectónico – “que foi o mais caro do Algarve até à data”, afirma a diretora de marketing e relações públicas Cristina Borges – pode ser magnífico mas é nos interiores com mármore a cobrir o chão de todos os quartos, as paredes das casas de banho que mais se nota a riqueza do edifício. A madeira das restantes superfícies faz o resto para que os hóspedes não se sintam num mausoléu, mas sim numa casa confortável e perfeitamente decorada.

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Suite presidencial com vista para o campo de golf Victoria. Os interiores, mesmo dos quartos standart, seguem as mesmas linhas decorativas

Nos exteriores do Anantara Vilamoura Algarve Resort há também motivos para admiração. O hotel apresenta-se como uma galeria de arte e nele é possível fazer um roteiro pela arte contemporânea portuguesa, uma vez que tanto no interior como no exterior estão expostas em permanência obras de artistas nacionais. Nos jardins bem cuidados existe também uma horta onde é recorrente ver hóspedes em observação das plantas, devidamente catalogadas em português e inglês. Esta horta não é meramente decorativa – é nela que a cozinha de se abastece de ervas aromáticas e pequenos legumes.

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Claro que, falando de exteriores, as piscinas são incontornáveis até porque apresentam uma excelente solução para diferentes tipos de estadas. A piscina Cascade é só para adultos, a piscina Palms é para todos – o que significa que é muito mais ruidosa do que a primeira, as crianças fazem bombas para a água e, por sinal, também fazem amizades. A ideia bem conseguida é que ninguém incomode ninguém, havendo até a oportunidade de casais com filhos deixarem os pequenos no kids club e disfrutarem de uma tarde na piscina sem as habituais interrupções “ó mãe, ó mãe”.

(Uma nota sobre o Kids Club: as baby sitters falam sobretudo em inglês. O serviço é muito mais requisitado pelos estrangeiros do que pelos portugueses mas esse não é o único motivo para esta questão linguística. As mulheres portuguesas – e estas declarações já as ouvi em mais do que um hotel – não costumam deixar os seus filhos nos espaços para crianças mesmo que supervisionados. Minhas senhoras, relaxem. Aproveitem que há atividades de sobra para os mais novos e recorrendo a estes serviços, há também tempo que chegue para descansar, ler ou namorar sem a típica interrupção “ó mãe, ó mãe”. Eles sobrevivem.)

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Adventures Kids Club do Anantara Vilamoura Algarve Resort. As crianças passavam aqui uma belíssima tarde

Uma das mais importantes razões de existir deste resort é o descanso. Além das piscinas exteriores, algumas até aquecidas no inverno, existe o spa Anantara, com tratamentos criados exclusivamente para aquela cadeia de hotéis de visita obrigatória. A piscina interior do spa, situado no piso superior do edifício, é um convite à relaxamento total dos músculos e da mente muito fácil de aceitar. (A sério, até dá para fazer a sesta!) Só não vê que não quer: Anantara é Algarve todo o ano.

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Carla Macedo nasceu em 1979 e nem acredita que já passou tanto tempo. É jornalista desde 2001, feminista desde os 8 anos, quando teve uma epifania na missa. Esteve envolvida na criação do site Delas.pt, do qual foi editora executiva até ao verão de 2018. Conduziu entrevistas na rádio TSF a mulheres que se destacam em diferentes áreas, no programa Conversas Delas. Na LuxWoman, foi chefe de redação, na Máxima Interiores, também. Colaborou com a Evasões, a Volta ao Mundo (sim, sim, adora viajar!), a Notícias Magazine, a Sábado e muitas mais. Fez televisão para uma produtora, mas os programas nunca foram para ar – danos colaterais da crise! Licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas, começou no jornalismo numa revista de carros, a Frota, ainda antes de acabar o curso, fez o CENJOR e depois um curso de Jornalismo Multimédia. É casada. Tem dois filhos, um rapaz e uma rapariga. Igualdade em casa é coisa que não falta.

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