‘Há outro político que também ainda não ouvi nem li. E Jorge Sampaio? O que tem a dizer sobre Sócrates e o Processo Marquês?

É que José Sócrates não era inevitável. Recordemos que Sócrates se tornou primeiro-ministro depois de um dos atos politicamente mais reles da breve história da democracia portuguesa. Em 2004 havia uma maioria absoluta de direita na Assembleia da República – e, à luz de 2018, as maiorias que se estabelecem no parlamento é tudo e só o que conta para formar governo. A maioria era estável. Mas devido a ‘trapalhadas’ que nunca cuidou de elencar ou descrever, Sampaio dissolveu a AR e convocou eleições.

Entra Sócrates.

Sampaio sabia que depois do primeiro assomo de austeridade deste milénio no nosso retângulo (Manuela Ferreira Leite aumentou ‘temporariamente’ o IVA para 19% – não se ria, caro leitor, que o caso é sério) e da saída de Durão Barroso, o PS ganharia eleições. Pelo que a dissolução da Assembleia da República foi uma entrega deliberada do governo a José Sócrates por Jorge Sampaio.’

A ler no Observador.

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